14 de fevereiro de 2017

Vai de pochete ou de mochila?

por Rafael Vasconcelos

A pochete da Melissa, uma das marcas que apostam no acessório.

 

Como já se cantava num pagode lá dos anos 2000, a essa indagação nós não sabemos o que dizer, mas só podemos falar que o item se tornou febre entre os fashionistas e promete aparecer muito durante o verão e pode ser a melhor companhia para pular o carnaval!

A peça, que já tem mais de meio século de existência, vem ganhando seu lugar nos looks dos fashionistas mais antenados, com nome vindo do francês, Pochette, a pochete marca sua volta e tem referências vindas das décadas de 80 e 90, período que o item teve muito sucesso e recebeu sua passagem direta para o limbo fashion como símbolo de breguice. Esse modelo de bolsa não é dos mais guapos, mas não podemos ignorar o fato de que o item é super prático e que vem antes do que dizem ser a “descoberta” das terras brasilis.

Confira uma galeria com o melhor do street style com a ‘belt bag’:

 

Teoricamente a moda nasceu no século XVII e adivinhem! A pochete já era presente. Se pegar uma descrição do cronista florentino Giovanni Villani, comprova o fato:

Nesses tempos as gentes começaram a mudar de hábitos e roupas desmesuaradamente. (…) Começaram a usar roupas apertadas à moda catalã, colares e bolsinhas na cintura e na cabeça, a vestir chapéus sobre o capuz. (…)” Apud G.Mafai, Storia della Moda.

A pochete mostrou- se nos mais diferentes formatos ao longo dos anos, já que esteve presente na história da moda faz tempo. Lá no século XI vinham como uma bolsa retangular presa aos cintos e usadas por ambos os sexos. Mas no século XII a pochete, que foi chamada de pockets, virou acessórios de moda que ficou mais elaborada enfeitada. Já no século XVIII mudou de nome e virou chatelâines (nome francês) e nessa nova versão possuía correntes de prata e era utilizada para carregar objetos práticos e de valor. Nesse momento o acessório adquiri status e valor fashion.

As Chatelâines advindas do século XIX

Porém o apogeu, como falamos lá no começo, foi nos anos 80 e 90. Aparecendo em várias cores e uma gama enorme de materiais e foi usada por gato, periquito e papagaio até (provavelmente você teve uma pochete para chamar de tua)! Porém numa virada o item virou item mor da cafonice e foi parar até no lixo.

Mas assim como o mundo, a moda dá voltas e como ninguém esperava a pochete se reinventar para o século XXI e aparecer nas passarelas de marcas do olimpo fashion como Hermés, DKNY, Tory Burch, Emporio Armani e Rachel Zoe. Tendo como maior aliado a Chanel, marca comandada pelo grande Kaiser Karl Lagerfeld.

E para quem já quer uma pochete para chamar de sua, fizemos uma lista com as pochetes mais cools do território nacional!

E vamos começar falando das marcas que estão arrasando em território baianx:

As pochetes do Corre Coletivo

O Corre Coletivo é formado pelo encontro das mentes criativas de Mirella Ferreira, Tiago Estigarribia, Kauam Pereira e Kinthino Andrade. E tem como mote o MOVIMENTO, o coletivo aplica esse princípio através do seu processo criativo que está envolto na fluidez que perpassam os atos de pensar, produzir e compartilhar.  A ideia do coletivo surgiu da necessidade de externar produções individuais através de um processo criativo coletivo. Tendo na sua bagagem referências que passam pelo jornalismo, a arte, a moda e todo seu universo de inspirações. No somatório de saberes e gostos singulares se tornam plurais dando corpo e mente ao CORREcoletivo.

 


E as pochetes do Corre são um BA-BA-DO! Que foram concebidas por Mirella como primeira contribuição o Coletivo surgiu do desejo dela e dos outros integrantes pelo item, sendo desejo antigo de sua criadora. E os modelos tem formatos e materiais diferentes para quem quer ir do básico ao cool numa cartela de cores que conta até com peças cheia de brilho! Para quem quer comprar é só entrar em contato pelo Face ou mandar direct no Insta!

Ah e um p.s. Mirela já contribuiu no nosso blog nesse editorial aqui!

Olha só esses cliques cheio de energia dos fotógrafos: Marcella Figueiredo @cella_figueiredo e Lucas Araponga @araponga_

E duas marcas que são queridinhas das soteropolitas, Candida Specht e The Finds, se uniram para deixar a folia mais prática e com estilo. O resultado foi uma bolsa-pochete versátil que tem duas alças que podem ser usada de diversas formas. O item fashion aparece com um design descolado em 4 cores diferentes que casam bem com qualquer look (e como nós somos loucxs por brilhos chamamos atenção para o item prateado, pois glitter é vida!).

Para quem também ficou desejando pode correr para o Ateliê Candida Specht, que fica no Rio Vermelho e tem atendimento com hora marcada diariamente através do contato: 71.99943.3686 ou ir em uma das lojas da The Finds no Rio Vermelho ou em Vilas do Atlântico.

 

Mas quem quer adicionar um toque mais fun ao look nos indicamos a POCH, marca das amigas e cariocas: Paloma Borges e Thaissa Becho. Que contam que a ideia surgiu ao observar doleiras em algodão cru e sem graça a partir daí começaram a pensar em como dar um up no item um dia antes do carnaval começar. As peças podem causar estranheza, mas são muito divertidas e cheia de personalidade, podendo até chamada de brega!

Os itens têm formatos como arco-íris, lagosta, concha, banana, abacaxi que adicionam um gás ao look e podem ser encontradas na Farm e em contato direto com a marca através de suas redes sociais da marca!

Um quê kitsch artsy na Agora Que Sou Rica da Jana Rosa

Outra marca super cool é a Agora que sou rica, da paulista Jana Rosa – uma das pioneiras nos blogs de moda e uma inspiração pessoal minha – que tinha esse mesmo nome. A marca é composta de básicos – na visão de sua criadora – e tem pochetes cheias de glitter ou acabamento invernizado. E Jana Busca inspiração para suas criações na 25 de março e o modelo da pochete da marca tem como referencias uma pochete que comprou na Bolivia. As pochetes do AQSR tem um compartimento secreto perfeito para guardar documentos, dinheiro e o que precisar para farrear de forma mais segura.

Várias cores e texturas.

E os itens podem ser encontrado direto na loja online da marca!

 

A Melissa preparou um edit em clima Genderless

AHHH e a Melissa também fez uma pochete para chamar de sua e ainda preparou um edit inspirado na liberdade de gênero e estilo, que traduz o movimento da marca em busca de uma moda cada vez mais livre e democrática.

Pelas lentes de Demian Jacob, o shooting é estrelado por André Chalhoub e Mayara Sallie, integrantes do projeto carioca Melissa Creatives. No editorial – com direção de arte de Bá Rosalinski e Raphael Tepedino -, a dupla surge em imagens poderosas, de mood contemporâneo e, ao mesmo tempo, super fun.

A Melissa Pochete tem cinco cores e já estão à venda em lojas selecionadas de todo Brasil e no e-commerce da marca pelo valor de R$190.

Agora é só escolher seu item favorito para sair e arrasar no FOLIA!

Contatos

Corre coletivo Instagram

Candida Specht – Site  |  Instagram

PochInstagram

Agora Que Sou RicaSite | Instagram | Facebook

 

Fontes

Fonte 1

Fonte 2